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Portabilidade de crédito: quando trazer o seu consignado para o RPPS vale a pena

Entenda como funciona a portabilidade, quando ela compensa, como comparar pelo custo total e o que ter em mãos para transferir o contrato para o seu RPPS.

Equipe RPPSConsig3 min de leitura

Na portabilidade, o RPPS quita o saldo devedor do seu contrato em outra instituição e você passa a pagar a parcela ao próprio fundo de previdência. O dinheiro dos juros, que antes ia para o banco, passa a rentabilizar o fundo que paga a sua aposentadoria.

Portabilidade não é um empréstimo novo. É a transferência da dívida que você já tem para uma condição melhor.

Como funciona, passo a passo

  • Simulação: você informa o saldo devedor e o prazo restante do contrato atual.
  • Proposta: o RPPS apresenta a nova taxa, a nova parcela e o custo efetivo total (CET).
  • Quitação: com a sua concordância, o RPPS paga o saldo diretamente à instituição de origem.
  • Novo desconto: a parcela passa a ser descontada em folha a favor do RPPS.
Servidor comparando contratos e extratos antes da portabilidade
Servidor comparando contratos e extratos antes da portabilidade

Quando vale a pena

A portabilidade compensa quando a nova condição reduz o custo total da dívida. Ela costuma valer a pena quando:

  • a taxa do contrato atual é maior que a oferecida pelo RPPS;
  • ainda restam muitas parcelas a pagar;
  • você quer reduzir a parcela sem aumentar o custo total;
  • você prefere concentrar o crédito em uma instituição ligada à sua previdência.

Exemplo ilustrativo

Saldo devedor de R$ 20.000,00 com 48 parcelas restantes. A 2,2% ao mês, a parcela é de cerca de R$ 678,88. Trazendo para o RPPS a 1,5% ao mês, no mesmo prazo, a parcela cai para cerca de R$ 587,50: uma economia de aproximadamente R$ 91 por mês e R$ 4.386 até o fim do contrato.

Valores calculados pela Tabela Price apenas para ilustrar. A taxa vigente é definida pelo seu RPPS e aparece no simulador.

Como comparar sem cair em armadilhas

Olhe o custo efetivo total (CET), e não só a taxa de juros. O CET inclui encargos e mostra quanto o crédito custa de fato.

  • Compare o prazo restante: uma parcela menor com prazo maior pode custar mais no total.
  • Some tudo o que ainda falta pagar no contrato atual e compare com o total da nova proposta.
  • Desconfie de quem cobra qualquer valor antecipado para fazer a portabilidade.

O que você precisa ter em mãos

  • Número do contrato atual.
  • Extrato ou declaração com o saldo devedor atualizado.
  • Último contracheque ou comprovante do benefício.
Pessoa organizando documentos e calculadora sobre a mesa
Pessoa organizando documentos e calculadora sobre a mesa

Escolha o benefício que faz sentido para você

Com a portabilidade, a diferença de taxa pode ser usada de formas diferentes:

  • Parcela menor: mesmo prazo, mais folga no orçamento do mês.
  • Quitar antes: mesma parcela, prazo menor e menos juros pagos.
  • Equilíbrio: reduzir um pouco a parcela e um pouco o prazo.

Importante

A portabilidade é permitida de instituições financeiras para o RPPS. O caminho inverso não é permitido pela Portaria MTP 1.467/2022. Antes de decidir, confira a sua margem consignável e mantenha a parcela dentro do planejamento da família.

Antes de assinar, compare o custo total. Se a conta fechar, a economia fica com você e o rendimento fica com a sua previdência.

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